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27 / 10 / 2001
3 / 11 / 2001
10 / 11 / 2001
15 / 11 / 2001
24 / 11 / 2001
Vila desde 1985, a sua antiguidade é anterior à nacionalidade. Nesta pequena resenha pretende-se dar a conhecer essa antiguidade.

Origem da Vila de Joane:

Existem a ela referências escritas desde 1065. No entanto, o nome Joane permite deduzir uma existência muito anterior. De origem latina, ao contrário da maior parte dos topónimos nortenhos que são de origem germânica, é provável que a sua antiguidade remonte ao período de romanização da Península Ibérica (antes do séc. V). Joane é um topónimo que deriva do antropónimo Joannem. Este antropónimo refere-se ao primitivo possuidor da "villa" (grande unidade agrária). Joane foi então uma unidade agrária criada pelos colonizadores Romanos. Crê-se que no tempo das reconquistas terá passado a ser propriedade dos Templários, como agradecimento por serviços prestados. Tendo esta ordem guerreira possuído um mosteiro em Joane, a este facto não há mais que referências orais. Com a extinção da Ordem dos Templários, o referido mosteiro passou para a Ordem de Cristo.

Da origem até aos dias de hoje:

Terra de agricultores, foi prosperando até aos dias de hoje. Há referências a Joane ao longo dos séculos como sendo uma terra próspera com rendimentos provenientes da agricultura que se adivinha abundante. Hoje é uma das maiores vilas do concelho de Vila Nova de Famalicão e um dos pólos mais industrializados do concelho. Apesar de sistematicamente preterida, em termos de investimentos de fundo, pela Câmara Municipal (água canalizada e saneamento são realidades recentes e ainda indisponíveis em várias zonas da Vila), Joane tem crescido, às vezes de forma desordenada, com o esforço da iniciativa privada.

Joane em números:

Área - 725ha. (censos de 91)
Fogos - 2707 (censos de 2001)
Habitantes - 7402 (censos de 2001)
Eleitores - 5387 (recenseamento Europeias de 99)

Joane hoje:

O pouco desenvolvimento de Joane deve-se ao esforço individual de alguns. O crescimento em Joane, a única mão que tem da Câmara é na desorganização já que o actual executivo que como todos sabemos está no poder há 17 anos, se tem abstido de investir. Abstendo-se até de regular o crescimento. É dentro deste espírito que em Joane se têm multiplicado as associações que suprimem as carências resultantes da falta de empenho camarário. Uma Vila como Joane não pode ter o seu crescimento cerceado pela inoperância de uma Câmara distante e ausente. É vital redesenhar o mapa de competências autárquicas, dando às freguesias de maiores dimensões instrumentos que lhes permitam trabalhar para o crescimento e desenvolvimento das terras onde estão implantadas.

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